Petróleo em terra abre nova fronteira exploratória de Norte a Sul do País |
# Regiões tão distintas quanto o Acre e o Paraná, ou o interior da Bahia e a região amazônica do Mato Grosso já têm indicativos positivos da possibilidade de existência de óleo e gás
Yan Boechat - enviado ao Rio de Janeiro
O mapa brasileiro da exploração de petróleo e gás pode mudar significativamente nos próximos anos caso os resultados preliminares das pesquisas que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vem conduzindo em diversas regiões do país se confirmem. Segundo levantamento da Agência, áreas tão distintas quanto o Acre e o interior do Paraná, ou o interior da Bahia e a região amazônica do Mato Grosso já apresentam indicativos positivos da possibilidade de existência de óleo e gás. “Se precisássemos apresentar sugestões de blocos nessas regiões para uma rodada de leilões amanhã nós teríamos condições de fazê-lo”, diz a superintendente de Definição de Blocos da ANP, Eliane Petersohn. “Nós saberíamos identificar as áreas com maior atrativo para licitar”.
Todos esses blocos ficam em áreas consideradas como fronteiras exploratórias. Ou seja, não há certeza absoluta se existe de fato petróleo ou gás com volume suficiente para a exploração comercial. No entanto, as pesquisas que já foram realizadas pela ANP nos últimos cinco anos apresentam indícios consistentes da possibilidade de isso ocorrer. “Em áreas como a bacia sedimentar do Acre ou a Bacia de Parecis, que fica primordialmente no estado de Mato Grosso, já temos um volume de dados novos que justificariam a licitação de blocos para exploração”, diz Eliane.
Segundo ela, áreas na Bacia do Paraná, que engloba os três estados do Sul e parte do Mato Grosso do Sul, também já teriam indícios suficientes para atrair a atenção das empresas. A ANP também identificou áreas promissoras no Oeste da Bahia, na divisa com Goiás e Tocantins, além de regiões no Amazonas.
No complexo e longo processo entre identificar potencialidades e iniciar a exploração, as descobertas da ANP não significam, no entanto, que blocos nessas áreas serão licitados em médio prazo. Isso porque a decisão final não cabe à ANP. Além de uma série de estudos de impacto ambiental, análise do potencial econômico, a definição final do que vai a leilão ou não acaba tendo um componente político muito grande. A palavra final cabe ao Ministério das Minas e Energia. “Nós apenas indicamos os blocos que acreditamos serem viáveis e eu, particularmente, acredito que há um potencial imenso em terra no Brasil”, disse Eliane.
Ela coordena um projeto de levantamento das potencialidades para exploração de petróleo e gás em terras brasileiras desenvolvido pela ANP desde 2007. Conhecido como Plano Plurianual de Estudos de Geologia e Geofísica, o projeto já investiu R$ 500 milhões no levantamento geológicos das bacias sedimentares do país. “Ainda temos R$ 1,3 bilhão para investirmos nos próximos dois anos”, diz a superintendente da ANP. “Não sei se conseguiremos gastar tudo, mas estamos tentando”.
Até agora a ANP já fez o levantamento aéreo de 650 mil quilômetros em nove dessas bacias. Além disso, coletou 12 mil amostras de solo para realizar um levantamento geoquímico dessas áreas e o levantamento sísmico em duas dimensões de outros 7 mil quilômetros. É com base nesses dados que os técnicos da Agência conseguem afirmar com relativa certeza de que há potencialidade em uma região ou não. “Com esses dados sabemos que existem chances de haver gás e petróleo, mas certeza mesmo só se tem quando se faz a perfuração”, diz Eliane.
Mas mesmo com tanto investimento, ainda se sabe pouco sobre as potencialidades de exploração de petróleo e gás em terras brasileiras. Hoje, apenas 1% da área de bacias sedimentares do país são chamadas maduras. São regiões como o recôncavo baiano, onde a produção de petróleo já está consolidada. Outros 9% dessa área de 7,5 milhões de quilômetros quadrados têm o que se chama de elevado potencial. Os 90% restantes ainda são considerados como nova fronteira, ou seja, têm-se apenas indícios, mas nenhuma certeza.
A tendência é de que áreas terrestres com potencial de exploração comecem a chamar cada vez mais atenção da indústria mundial. Isso acontece porque os Estados Unidos conseguiram reverter uma tendência crescimento de importação de petróleo e gás com recentes descobertas em áreas em que se acreditava serem improdutivas no passado. Conhecido como “shale oil”, no termo em inglês, esse petróleo descoberto pelos Estados Unidos fica em regiões de formações rochosas muito semelhantes às encontradas no Brasil.
Por enquanto, como gosta de frisar Eliane Petersohn, trata-se apenas de novos dados que trazem boas perspectivas. Mas se confirmados, a tendência é de que a indústria de petróleo e gás comece a fazer o mesmo movimento dos antigos exploradores brasileiros e sigam da costa para o interior, sem nunca, é claro, abandonar o mar.
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PRODUÇÃO MÉDIA DO PRÉ-SAL FICA ACIMA DE 200 MIL BARRIS/DIA PELO SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO PELA PRIMEIRA VEZ
Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP - (21) 2112-8333 / 8332 / 8312 / 8316 / 8331 - imprensa@anp.gov.br
Queda na produção do pré-sal foi de 2,7% e não de 6%, como informado anteriormente
A produção média do pré-sal em agosto foi de 203,2 Mboe/d, sendo 168,6 Mbbl/d de petróleo e 5,5 MMm³ de gás natural. Apesar da queda de 2,7% em relação ao mês anterior, essa foi a segunda maior produção do pré-sal, perdendo apenas para julho. A produção foi oriunda de 10 poços localizados nos campos de Jubarte (1), Lula (5), Caratinga e Barracuda (1), Marlim Leste (1), Marlim e Voador (1) e Barracuda (1). Desses dez poços, sete estão entre os 30 maiores produtores, com destaque para o Campo de Lula, que tem três poços entre os cinco maiores produtores, incluindo o maior produtor do mês (7LL3DRJS), que apresentou vazão média de 36,8 Mboe/d.
Em agosto, a produção média de petróleo do Brasil foi de aproximadamente 2.006 MbbL/d, com queda de 2,2% na comparação com agosto de 2011 e de 0,8% em relação ao mês anterior.
Já a produção de gás teve aumento de 7,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,7% se comparada com julho. A queima de gás natural teve redução de 21% em relação a agosto de 2011 e ficou estável na comparação com o mês anterior.
O Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo e o segundo maior produtor de gás natural, totalizando 312,8Mboe/d. o maior produtor de gás foi o Campo de Manati, na bacia de Camamu (litoral da Bahia), com produção média de 6,7MMm³. O aproveitamento do gás natural na fase de produção foi de 95,2%.
Dos 20 maiores campos produtores de petróleo e gás natural, dois são operados por empresas estrangeiras: Statoil (Peregrino) e Shell (Ostra). Os campos da Petrobras responderam por 93,8% da produção de petróleo e gás natural no mês passado. Cerca de 91% da produção de petróleo e 76,5% da produção de gás natural foram explotados de campos marítimos.
O grau API médio do petróleo produzido em agosto foi de aproximadamente 24º, sendo que 9% da produção é considerada de óleo leve (>= 31º API), 57% de óleo médio (>= 22º e <31º API) e 34% de óleo pesado (<22º API).
A produção de petróleo e gás natural em agosto foi oriunda de 9.019 poços, sendo 752 marítimos e 8.267 terrestres.
Cruzeiro do Sul completa 108 anos
Segundo município mais populoso do Acre, Cruzeiro do Sul completa nesta sexta-feira, 28, 108 anos. De acordo com o Atlas do Estado do Acre, material publicado pela Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), a cidade foi fundada pelo general Thaumaturgo de Azevedo, como capital do departamento do Alto do Juruá, ocupando um local inicialmente chamado de "Invencível". A atual sede do município foi estabelecida no dia 28 de setembro de 1904, na margem esquerda do Rio Juruá. Seu nome faz referência à constelação do Cruzeiro do Sul.
Cruzeiro do Sul fica localizada no noroeste do Estado e faz limite ao norte com o Amazonas, ao sul com Porto Walter, a leste com Tarauacá e a oeste com Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Peru.
A cidade é conhecida também em razão de seu principal produto regional, a farinha de Cruzeiro do Sul, e neste ano três cooperativas locais receberam nova sede da central de cooperativas, que reúne três grupos de cooperados que trabalham com produção rural: Cooperfarinha, Camprucsul e Coopersonhos.
Outro atrativo da cidade é o Novenário de Nossa Senhora da Glória, considerada a maior festa religiosa do Acre e uma das mais importantes da Amazônia. O evento, celebrado desde 1918, atrai milhares de visitantes. Embora o aspecto religioso seja o principal objetivo do evento, Cruzeiro do Sul tem um grande movimento em sua economia, especialmente no setor de comércio e serviços. Com o crescimento da festa ao longo do tempo, o segmento católico passou a receber incentivos do poder público para a complexa organização.
Os moradores de Cruzeiro do Sul, desde o ano passado, experimentam novas oportunidades quando a BR-364 não precisou mais ser fechada durante o período chuvoso. As mudanças são visíveis na cidade e impactam de maneira positiva na consolidação das atividades econômicas e no cotidiano das pessoas, que passaram a dispor de uma série de benefícios, como acessibilidade, transporte e oportunidades de negócios.
STJ ACOLHE RECURSO DA ANP E DERRUBA LIMINAR CONTRA TRANSOCEAN E CHEVRON
Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP - (21) 2112-8333 / 8332 / 8312 / 8316 / 8331 - imprensa@anp.gov.br
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) conseguiu reverter, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última sexta-feira (28/9), decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que determinava a suspensão, em todo o país, das atividades das empresas Chevron e Transocean.
O caso tem origem no acidente ocorrido durante a perfuração de poço situado no Campo de Frade, Bacia de Campos, em novembro de 2011, que causou o derramamento de 3.700 barris de óleo no mar. Em 2011, e antes das conclusões da investigação realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou Ação Civil Pública pedindo a condenação da Chevron e da Transocean ao pagamento de multa, bem como a suspensão das atividades das duas empresas no Brasil. Embora negada pelo juízo de primeira instância, tal suspensão foi deferida, liminarmente, em sede recursal, pelo TRF-2.
No entendimento da ANP e da AGU, nos termos em que foi deferida, a liminar do TRF-2 poderia causar graves lesões à segurança e à economia públicas. No caso da Transocean, empresa especializada na operação de sondas, a paralisação total das suas atividades no Brasil causaria uma enorme interferência no setor de petróleo. No relatório de investigação da ANP ficou claro que a Transocean não teve culpa no acidente.
No caso da Chevron, desde o acidente, as suas atividades de perfuração já haviam sido suspensas pela ANP. A empresa estava autorizada apenas manter as atividades de mitigação de danos, sob a rigorosa fiscalização da entidade reguladora. Contudo, mesmo essas últimas estavam ameaçadas pela decisão do TRF-2.
Em função disso, a Procuradoria Federal junto à ANP - PF/ANP decidiu ajuizar, perante o STJ, pedido de suspensão da tutela recursal dada pelo TRF-2, no final de agosto, não tendo sido acatado o pedido no primeiro momento. No dia 17 de setembro, foi interposto pedido de reconsideração cumulado com Agravo Regimental. Na sexta-feira (28/9) a Diretora-Geral da ANP, Magda Chambriard, foi recebida, em Brasília, às 15h30, pelo Ministro Presidente do STJ, Felix Fischer, em audiência acompanhada do Procurador Geral Federal, Marcelo Siqueira Freitas e do Advogado Geral da União, Luís Inácio Adams, para demonstrar a grave lesão à ordem e à economia pública que seria causada pela paralisação de atividades da Transocean e da Chevron.
A decisão do Tribunal foi tomada às 18h30 do dia 28, tendo o Presidente do STJ reconsiderado parcialmente sua decisão anterior “para permitir a continuidade das atividades da Transocean do Brasil em outras localidades que não no Campo de Frade” e autorizar “a Chevron a manter apenas as operações de mitigação dos danos decorrentes do acidente no Campo de Frade, sob a supervisão e coordenação da ANP, haja vista a exsudação diária na localidade”.
CHEVRON PAGA MULTA REFERENTE A VAZAMENTO DE FRADE
Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP - (21) 2112-8333 / 8332 / 8312 / 8316 / 8331 - imprensa@anp.gov.br
A empresa Chevron Brasil Upstream Frade Ltda. quitou à ANP, no último dia 21, sem interpor recurso, a multa imposta pela Agência de R$ 35, 1 milhões. Com isso, a empresa se beneficiou do desconto de 30% previsto no Artigo 4 da Lei 9847 (Lei de Penalidades) . A multa é referente a 24 das 25 irregularidades encontradas pela Agência durante processo administrativo para apurar as causas do vazamento de petróleo no Campo de Frade, ocorrido em novembro do ano passado.
Atualizado em 27/09/2012 18:25:14
PRESIDENTA APROVA A 11ª RODADA
Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP - (21) 2112-8333 / 8332 / 8312 / 8316 / 8331 - imprensa@anp.gov.br
A Presidenta Dilma Rousseff autorizou hoje (18/9/2012) a realização da 11ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo, que deverá ocorrer em maio de 2013, em data a ser estabelecida pela ANP. Os blocos a serem ofertados serão divulgados pela Agência nos próximos dias.
A realização da 11ª Rodada está condicionada à aprovação da lei dos royalties pelo Congresso Nacional.
[English version]
President Dilma Rousseff authorized today (9/18/2012) the 11th Brazil Round for concession of exploratory blocks for petroleum, that will take place on May 2013, on a date to be set by ANP. The blocks to be offered will be disclosed by the Agency in the next few days.
The promotion of the 11th bidding round is conditioned to the approval of the royalties´ law by the Brazilian Congress.


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